Eu não sou imparcial, assumo isso. Na primeira semana, ao passar os olhos pelo modelete de olhos azuis e brincadeiras extremadas, reconheci na minha visão comumente crítica centelhas visuais. Eliéser, de longe, não parece ser uma pessoa séria. Ao bater os olhos nele você enxerga tudo, exceto seriedade. Me peguei deslumbrado, acompanhando o andar metido enquanto jogava seu chame indiscutível para as moças da casa. Beleza é o que ele transparece, estampa. E inicialmente era a única coisa que enxergava nele. Ledo engano.
Sentimentalismo, respeito, impulsividade, existencialismo e orgulho são características minhas. Algumas defeitos, outras qualidades, mas não nego: sou apaixonado por todas e não abro mão de nenhuma. Qual foi a minha surpresa ao descobrir que Eliéser era assim! Com os meus mesmos defeitos e qualidades. Afirmo: não é fácil. É constraste demais e há pessoas, em especial as mais racionais, que não aguentam esse surto de idéias.
Eliéser entrou despreparado, como todos aqueles parecidos conosco costumam fazer ao entrar num jogo que exige toda sua dedicação racional, um forte equilíbrio emocional e jogo de cintura o suficiente para convencer o público – e os participantes.a aturarem nossos pensamentos e atitudes. Emotivo demais, Eliéser foi pego de surpresa ao ter afinidade imediata com Cacau, a mulher que furou a imagem de pegador que ele tentava passar no início do confinamento. Acabou que o sentimento aflorou: gostou, se apegou e o mais importante: demonstrou. Eli não perde tempo quando quer alguma coisa, apesar da insegurança muitas vezes acabar por atrasá-lo e o orgulho o cegar uma vez ou outra. Acontece comigo, acontece com todos e acontece com Eliéser. Difícil de interpretar, mas fácil de se encantar com toda aquela complicação.
Então ele se apaixonou. Aquilo não era certo, não era crível: ele tinha entrado no jogo para ganhar um milhão e meio e não para se apaixonar, concordam? SE APAIXONAR, COMO ASSIM? Isso é jogo. Jogo o quê, eu te pergunto! BBB é um confinamento, você conhece pessoas novas e aos poucos aprende a conviver com elas. Afinidade repentina é normal, assim como sentimento repentino acontece nas melhores famílias. Fácil julgar um participante de Big Brother caso ele resolva se apaixonar né? É aí que eu te lembro: ali dentro há seres humanos tão sentimentais, problemáticos e errantes quanto você e eu. Pessoas que podem encontrar um amigo em dois dias, um desafeto em cinco minutos e, porque não, uma paixão em uma semana? E porque não podem chorar, expressar o que sentem, por terem medo que tal pessoa se afaste? Engano seu, amigo. Eles podem tudo, assim como nós podemos. Tomam decisões, traçam seu caminho. Eliéser optou seguir próximo à pessoa que o tirou dos trilhos e criou um belo e novo clichê na sua vida. O clichê de todos as edições do programa, tão criticado e amado mesmo com o passar dos anos.
Quando brigou com Cacau, eu vi o meu favorito, o meu igual se perder. Discutir, brigar, chorar, errar a mão. Mas ele também podia tudo isso, porque todos se permitem ser assim. Porque você pode e ele não? Qual é a diferença? Julgar, como sempre, é mais fácil. Busque entender. Eliéser busca o entendimento de si mesmo toda vez que pratica alguma ação. Ao invés de classificá-lo como imaturo, bobo ou até mesmo burro, procure interpretar. Imaturidade? Ele só está aproveitando os momentos, divertindo os outros e rindo de si mesmo. Bobo? Expressar o que se sente e demonstrar carinho, afeição, mesmo quando não é recíproco, é algo admirável. Burro? Todas as vezes que comentou de jogo, Eli foi muito inteligente e descobriu aos poucos o jogo de cada um dentro da casa. Percebeu a falsidade de Fernanda, a manipulação de Lia sobre Cadu, os comentários inapropriados de Tessália, as fofocas de Anamara e a paixonite de Morango por Cacau. Criticam sua visão aqueles que já tem favoritos estipulados e que se revoltam quando algum deles recebe críticas, e Eli critica mesmo quando discorda de atitudes de seus colegas de confinamento.
Aos poucos tudo foi melhorando, o meu menino acalmou os ânimos e arranjou seus companheiros, reconheceu em Michel, Alex e Uilliam pessoas em quem podia confiar e acordou para o jogo, o verdadeiro motivo de estar ali de uma vez por todas. Reconheceu seus erros, conversou, se entendeu e, mesmo sem intenção nenhuma de que isso ocorresse, Cacau percebeu. A partir daí ela já não estava mais deslumbrada. Nem eu, nem ela: estávamos encantadas. Cadê o menino que estava aqui? Ah, ele ainda dá o ar de sua graça nos comentários divertidos e no sorriso alegre, claro. A essência de Eliéser é ser um garoto grande. Apesar disso, ele aprendeu a amadurecer. Aprendeu, alcançou, conseguiu. Isso me enche de orgulho, não apenas por vê-lo bem no jogo, mas também por Eliéser ter conseguido alcançar algo tão difícil, chato até para pessoas como nós. Pessoas complicadas, mas se você tiver um tempinho e um pouco de paciência pode decompô-las e notá-las descomplicadas. Cacau fez isso, Alex também e Eli fez por si próprio, por sua permanência no jogo e melhor ainda: auto-realização.
Hoje o vejo dando duro em provas de resistência, lutando pelo o que deseja, argumentando forte sobre o jogo, fazendo aliados importantes e transformando os mesmos em amigos, companheiros. Mais do que isso, o vejo acreditar em si mesmo. Devo dizer que isso me mata de orgulho. Go Eli, go!
Esta história não termina aqui, pois, nós fãs do nosso MENINO QUE VIROU HOMEM, saberemos alçá-lo para novos horizontes, claro jamais esquecendo de sua AMADA CACAU, isso claro se ela aceitar (acho que aceitará).
César Gomes
1 comentários:
CIDA(CAMPINAS)
TODOS OS DIAS DEUS NOS DÁ UM MOMENTO EM QUE É POSSÍVEL MUDAR TUDO QUE NOS DEIXA INFELIZES.
O INSTANTE MAGICO É O MOMENTO QUE UM SIMPLES SIM OU NÃO PODE MUDAR TODA SUA EXISTENCIA.
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COM CARINHO
CIDA